Construindo o Futuro com Educação e Tecnologia

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Educação Para o desenvolvimento


Segunda-feira, 23 de maio de 2016

Cesar Silva (*)

A Paraíba tornou-se exemplo de educação para o País ao vincular as propostas de desenvolvimento educacional com suas necessidades tecnológicas. Um exemplo é a implantação de plataformas para o desenvolvimento de sistemas de energia solar nas escolas da rede estadual. A parceria firmada com o Centro de Energias Alternativas Renováveis (CEAR) da UFPB propicia ambientes para atividades práticas que inserem alunos em novas áreas do conhecimento e desperta o empreendedorismo.

Entre os experimentos, figura a criação de circuitos automatizados que acendem e apagam lâmpadas conforme a luminosidade do dia ou com a movimentação de pessoas. Tal conhecimento atende às necessidades da automação predial e propicia economia. O projeto está alinhado à proposta do Ministério de Minas e Energia sobre a Inserção da Geração Fotovoltaica no Brasil. Em 2014, foram definidas as condições do Leilão de Energia Reserva. Houve um número recorde de projetos fotovoltaicos cadastrados com mais de 10 GW (milhões de Watts) gerados. A Paraíba foi responsável por 1,231 GW.

Outra ação, realizada em parceria com o Ministério da Educação, motiva a participação popular nas políticas públicas. No site da SEEPB, cidadãos podem enviar propostas para impulsionar a criação de novas tecnologias, o empreendedorismo e melhorar o ensino de disciplinas. As sugestões são avaliadas e as melhore, premiadas. Já o Programa Qualifica é estendido a toda a rede e integra conhecimentos desenvolvidos no Ensino Médio com a formação profissional. Além de estimular os alunos a observar as demandas regionais, atende às necessidades das empresas quanto a mão de obra.

Projetos como os da Paraíba, além de servirem como uma motivação extra para o aluno, levam-no à integração com a economia de suas regiões e à identificação de suas necessidades e das oportunidades que propiciam. Para empresas, favorecem a formação de profissionais com as qualificações de que necessitam. Há muito o que ser feito com relação à educação. Mas esses exemplos mostram que há uma evolução em curso.

(*) Cesar Silva é presidente da Fundação FAT