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Senai e Sesi revitalizam Pronatec


Segunda-feira, 11 de abril de 2016

O Pronatec 2016 foi lançado oficialmente pelo governo no início de março sob forte desconfiança, causada pelos erros de execução em suas fases anteriores, como descontrole de frequência, grandes atrasos nos repasses às instituições de ensino e elevados índices de evasão. Porém, seu novo modelo de financiamento pode significar grande salto na oferta de ensino profissionalizante no País. Nesta etapa, o programa receberá recursos do Sistema S, na maior parte de Senai e Sesi, que, em suas unidades, sediarão parte dos cursos. São fatores que reduzem a falta de confiança, uma vez que estas instituições sempre se associam a empreitadas vitoriosas.

A oferta de 2 milhões de vagas para cursos profissionalizantes chega a assustar, porém isso deve-se à prática comum deste governo de esconder a essência de suas propostas e apresentar grandes números em busca de visibilidade na mídia. Metade dessas matrículas refere-se a programas de Educação continuada e qualificações já desenvolvidas por Senai e Ifets ((Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia) em números maiores do que estes.

Porém, há pontos francamente favoráveis no programa. Nesta etapa, serão ofertadas de 125 mil a 400 mil matrículas em cursos de Ejatec, voltados a jovens e adultos que não concluíram ensinos Fundamental e Médio e que são associadas à qualificação profissional. Sesi e Senai, além de possuírem escolas estruturadas, são vinculados aos setores produtivos locais e visam inserir o aluno formado no mercado de trabalho. Essas vagas acompanham a busca pela meta 10 do PNE (Plano Nacional de Educação), de que, em 2024, pelo menos, 25% dos programas de Educação para Jovens e Adultos sejam integrados à Educação Profissional.

Para os cursos técnicos com duração de 800 a 1.200 horas – os que efetivamente preparam jovens e adultos para profissões demandadas pelos setores produtivos – serão mais de 600 mil vagas por ano. O número é factível, já que repete a oferta do programa em 2014. Essa modalidade também segue a meta 11 do PNE, que propõe que o número de alunos matriculados em programas de Educação Profissional de nível médio (os cursos técnicos) seja multiplicado por três.

Mais preso ao número total de vagas que ao detalhamento das propostas do programa, o governo não destacou a parceria com Sistema S, a efetividade do recurso destinado a programas de Educação Profissional e nem mesmo o alinhamento do Pronatec ao PNE. Ainda assim, a proposta tem grande possibilidade de ser acelerador na formação de profissionais, particularmente parte dos mais de 100 milhões de brasileiros que ainda não concluíram o Ensino Fundamental, o Ensino Médio e mesmo os que concluem essas etapas.

Cesar Silva é presidente da Fundação FAT.

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Fonte: Diário do Grande ABC